terça-feira, 12 de maio de 2009
Alexander von Humboldt e a natureza
Seu trabalho traz uma nova concepção científica da natureza, marcada pela valorização da observação. A paisagem é abarcada de forma totalizante e interativa: implica o artista cientista, que coloca a sensibilidade e a razão para apreender a natureza. Com esta nova abordagem, tem-se a promoção da observação do conjunto e não dos vegetais isolados. Tal princípio decorre de uma perspectiva clássica, na qual o universo é concebido como cosmos ordenado e contínuo, no qual é preciso situar os seres. Por esta razão, o desenho é um meio de conhecimento da natureza, que se vale da observação sensível, permitindo assim a organização do conhecimento científico. Na arte, o mundo visto é organizado em uma segunda natureza: seres recortados e figurados nos cadernos de anotação de campo dos viajantes, os espécimes coletados, retirados de um continuum natural e dispostos em herbários e mostruários. Cria-se uma nova ordem.
Algumas expedições científicas do século XIX
Principais Expedições
1.) Missão Austríaca, entre 1817 e 1821, liderada pelo princípe von Wied-Neuwied.
2.) Spix e Martius: 1817 a 1820
3.) Expedição do Barão Langsdorf: 1822 a 1829
1.) Missão Austríaca, entre 1817 e 1821, liderada pelo princípe von Wied-Neuwied.
2.) Spix e Martius: 1817 a 1820
3.) Expedição do Barão Langsdorf: 1822 a 1829
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Arte Brasileira no século XIX
Com base no livro de Sonia Gomes Pereira, podemos levantar algumas questões importantes, que irão nortear a nossa análise da produção artistica no Brasil novecentista.
1.) A mudança decisiva no cenário das artes plásticas com a vinda da família real em 1808, traduzida no propósito de modernizar o país. A criação da Academia Imperial de Belas Artes faz parte deste processo: a tentativa de atualizar o gosto artístico local, com a implantação da estética acadêmica vigente na França, abriu caminho para a formação de artistas e o incremento das conexões culturais entre Brasil e Europa. O que surge aqui no século XIX é um gosto mais afinado com as novas modas artísticas, sobretudo o neoclassicismo. Coube à Academia garantir os "fundamentos culturais da nação e a inserção do país no panorama cultural internacional" (Sonia Gomes Pereira, p. 109).
2.) Academicismo não significa neoclassicismo: nem sempre o neoclássico reinou absoluto. É preciso lembrar a influência das estéticas românticas e realistas na produção artística local, matizando a idéia da dominancia absoluta do neoclássico. O resultado disso é que os estilos não s sucedem, de forma linear, ao longo do tempo, permitindo, ao contrário, a sobreposição de múltiplos estilos num mesmo momento e por vezes até numa mesma obra.
3.) A produção artística brasileira no século XIX não pode ser considerada uma mera cópia dos modelos franceses, alienada da realidade brasileira. Esta visão, que predominou até recentemente, foi responsável por um certo desprezo preconceituoso em relação à arte brasileira do século XIX. Estudos recentes buscam desmontar tal interpretação, insistindo nos processos complexos que subjaziam à importação dos modismos europeus.
4.) Diversidade dos suportes da arte brasileira: a arte não se limitou, evidentemente, à pintura. É preciso lembrar a arquitetura, revitalizada pela Missão Artística Francesa, a escultura, a literatura e, em meados do século XIX, a fotografia.
5.) Diversidade temática: a arte brasileira do século XIX descobre o Brasil, a começar pela paisagem, pelas gentes, pela histórica e pelos temas ligados à realidade nacional, desembocando numa arte nacional.
1.) A mudança decisiva no cenário das artes plásticas com a vinda da família real em 1808, traduzida no propósito de modernizar o país. A criação da Academia Imperial de Belas Artes faz parte deste processo: a tentativa de atualizar o gosto artístico local, com a implantação da estética acadêmica vigente na França, abriu caminho para a formação de artistas e o incremento das conexões culturais entre Brasil e Europa. O que surge aqui no século XIX é um gosto mais afinado com as novas modas artísticas, sobretudo o neoclassicismo. Coube à Academia garantir os "fundamentos culturais da nação e a inserção do país no panorama cultural internacional" (Sonia Gomes Pereira, p. 109).
2.) Academicismo não significa neoclassicismo: nem sempre o neoclássico reinou absoluto. É preciso lembrar a influência das estéticas românticas e realistas na produção artística local, matizando a idéia da dominancia absoluta do neoclássico. O resultado disso é que os estilos não s sucedem, de forma linear, ao longo do tempo, permitindo, ao contrário, a sobreposição de múltiplos estilos num mesmo momento e por vezes até numa mesma obra.
3.) A produção artística brasileira no século XIX não pode ser considerada uma mera cópia dos modelos franceses, alienada da realidade brasileira. Esta visão, que predominou até recentemente, foi responsável por um certo desprezo preconceituoso em relação à arte brasileira do século XIX. Estudos recentes buscam desmontar tal interpretação, insistindo nos processos complexos que subjaziam à importação dos modismos europeus.
4.) Diversidade dos suportes da arte brasileira: a arte não se limitou, evidentemente, à pintura. É preciso lembrar a arquitetura, revitalizada pela Missão Artística Francesa, a escultura, a literatura e, em meados do século XIX, a fotografia.
5.) Diversidade temática: a arte brasileira do século XIX descobre o Brasil, a começar pela paisagem, pelas gentes, pela histórica e pelos temas ligados à realidade nacional, desembocando numa arte nacional.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Vocês deverão ler, para quarta-feira próxima, a primeira parte da tese de André Guilherme Dorneles Dangelo. Acessem o link abaixo para baixar o arquivo. Para a aula, é obrigatória apenas a leitura da primeira parte.
Título: A cultura arquitetônica em Minas Gerais e seus antecedentes em Portugal e na Europa: arquitetos, mestres-de-obras e construtores e o trânsito de cultura na produção da arquitetura religiosa.
Autor: André Guilherme Dorneles Dangelo.
Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=29815
Título: A cultura arquitetônica em Minas Gerais e seus antecedentes em Portugal e na Europa: arquitetos, mestres-de-obras e construtores e o trânsito de cultura na produção da arquitetura religiosa.
Autor: André Guilherme Dorneles Dangelo.
Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=29815
terça-feira, 7 de abril de 2009
Trabalho de Iconografia
Caros alunos
Peço a vocês um trabalho, de mais ou menos 5 laudas, sobre um tema iconográfico. Vocês deverão escolher um tema, selecionando três obras diferentes em que ele é representado. O objetivo é estabelecer uma comparação entre três leituras diferentes de um tema. Sugiro que visitem o site: www.wga.hu, onde deverão digitar em inglês o tema a ser investigado.
A data de entrega é dia 15/04/2009, depois da Semana Santa.
Abaixo segue uma lista com algumas sugestões.
Temas de pesquisa
Anunciação
Natividade
Adoração dos reis mago
Expulsão do Paraíso
Adão e Eva
Ultima Ceia
São Jerônimo
Descida da cruz
Inferno
Jardim do éden
Madona e o menino Jesus
As tentações de Santo Antão
Cristo no deserto
Batismo de Cristo
Tentação de Adão e Eva
Sacrifício de Isaac
Sagrada Família
Davi
Dilúvio
Juízo Final
Apocalipse
Alegoria do vida humana
Alegoria da luxúria
Alegoria do amor
Alegoria do tempo
Alegoria da morte
Amor profano
Peço a vocês um trabalho, de mais ou menos 5 laudas, sobre um tema iconográfico. Vocês deverão escolher um tema, selecionando três obras diferentes em que ele é representado. O objetivo é estabelecer uma comparação entre três leituras diferentes de um tema. Sugiro que visitem o site: www.wga.hu, onde deverão digitar em inglês o tema a ser investigado.
A data de entrega é dia 15/04/2009, depois da Semana Santa.
Abaixo segue uma lista com algumas sugestões.
Temas de pesquisa
Anunciação
Natividade
Adoração dos reis mago
Expulsão do Paraíso
Adão e Eva
Ultima Ceia
São Jerônimo
Descida da cruz
Inferno
Jardim do éden
Madona e o menino Jesus
As tentações de Santo Antão
Cristo no deserto
Batismo de Cristo
Tentação de Adão e Eva
Sacrifício de Isaac
Sagrada Família
Davi
Dilúvio
Juízo Final
Apocalipse
Alegoria do vida humana
Alegoria da luxúria
Alegoria do amor
Alegoria do tempo
Alegoria da morte
Amor profano
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